sexta-feira, 10 de julho de 2009

PREFEITO GARANTE PROJETOS E CONTRA PARTIDA PARA EMENDAS DE EMILIA


O prefeito Wainer Machado(PSB) garantiu o envio de projetos e a contrapartida do municipio as emendas da deputada federal Emilia Fernandes(PT-RS). Na ultima quarta-feira, acompanhado do coordenador regional do Programa Luz para Todos, Carlinhos Fernandes e do responsável pela área de projetros do escritório da deputada em Livramento, Luis Alberto Py,estive reunido com o prefeito que na ocasião também recebeu oficialmente o convite para o aniversário da deputada Emilia, que acontecerá em Porto Alegre no próximo dia 18 de Julho.As emendas beneficiam a Santa Casa para compra de equipamentos cirurgicos e aparelhamento da UTI tipo II no valor total de R$ 414 mil do Ministério da Saúde; a COOFITEC, através do Ministério do Trabalho com R$ 100 mil; a ABEART com R$ 100 mil, também do Ministério do Trabalho para lapidação de pedras preciosas; a Associação dos Apicultores com mais R$ 100 mil, do Ministério do Trabalho e a Prefeitura Municipal com R$ 200 mil para construção de casas populares, recurso do Ministério das Cidades. AS emendas já estão registradas com o respectivo numero e funcional programática, cabendo agora ao municipio enviar os projetos para posterior liberação dos recursos junto aos ministérios, após registro no sistema. Portanto quase R$1 milhão destinados pela deputada Emilia para Santana do Livramento.

SANTA CASA AGONIZA

O Hospital Santa Casa continua enfrentando dificuldades. A auditoria do Mãe de Deus parece que corre em sigilo, mas já tem quem antecipe o parecer da inviabilidade do seu funcionamento. O provedor Roberto Azevedo vem lutando junto com a mesa administrativa, assim como fez a Leda Marisa, enquanto esteve a frente do hospital,mas esbarra na falta de recursos para pagar principalmente as dividas da Santa Casa. Na espreita tem gente de olho, olho de urubu, esperando para dar o bote e assumir o hospital e torna-lo totalmente privado.Parece não haver outra saída para a Santa Casa a não ser uma intervenção do Ministério da Saúde.O estado apenas antecipa receitas e a ajuda do município é insuficiente para sanar os compromissos do hospital cuja arrecadação mal da para pagar os funcionários e adquirir medicamentos para sua manutenção.A Santa Casa agoniza. Até quando, ninguém sabe.

QUEIXAS NO PAM

Um curso de humanização deverá ser realizado pela Secretaria de Saúde do município.As principais reclamações vem do PAM- Posto de Atendimento Médico- localizado no prédio do INSS. Muitas pessoas com as quais conversei, algumas inclusive ouvidas diante do coordenador dos postos médicos Deodoro Lemes e da enfermeira Rosana, responsável pelo PAM. O tratamento dado a quem procura o principal posto de saúde do município deixa a desejar e precisa mudar.Não precisa ser grosseiro com alguém para dizer que um médico não vai atender naquele dia ou para pedir que aguarde um pouco para receber atendimento.Ainda bem que o secretário Valmir Silveira detectou este problema e esta cobrando um atendimento cidadão, além de realizar esta capacitação para ensinar ou aprimorar a humanização na saúde pública do município. Um atendimento humano, com urbanidade, civilidade e por que não um pouco de carinho, ajuda até a curar doenças.É essencial para qualquer pessoa ser bem tratada, principalmente nos momentos difíceis.

HUMANIZAÇÃO

Os serviços de saúde e de segurança jamais serão procurados por qualquer cidadão a não ser que ele esteja realmente necessitado. Ou seja ninguém vai a um posto de saúde,hospital ou delegacia de Policia apenas para passear. Quem vai a qualquer um destes órgãos esta enfrentando problemas e normalmente esta fragilizado seja por estar acometido de alguma enfermidade ou por estar precisando denunciar algum ilícito.Quem esta do outro lado do balcão, aquele que atende o cidadão em um posto de saúde, hospital, qualquer órgão ligado a saúde ou a segurança, deve estar preparado psicologicamente para dar um atendimento humanizado a esta pessoa,mesmo que ela possa estar alterada em virtude da sua própria necessidade.Não é uma tarefa fácil para quem trabalha nestes setores.Cabe aos governos a seleção e preparação dos funcionários que realizam este primeiro atendimento.Cursos de humanização são essenciais para um tratamento digno, um tratamento humano, que em síntese é obrigação do Estado na sua concepção mais ampla, seja no município, na unidade da federação ou na união. O mesmo cidadão que esta necessitando deste serviço é o verdadeiro patrão do funcionalismo, o servidor público.Portanto merece e deve ser bem tratado, sem nenhuma distinção.É o primeiro passo para que se concretize o atendimento daquilo que o levou a procurar por este serviço público.A grande maioria dos servidores públicos tem este entendimento que deve ser vocacional, alguns porém apenas se utilizam do emprego para receber seus salários, são relapsos e deixam o tempo passar cumprindo o seu horário de trabalho.É para estes que os governos tem de se voltar para que possam melhorar o seu procedimento ou em caso contrário abram espaço para quem quer prestar um bom serviço, humanizado acima de tudo, respeitando a cidadania.

terça-feira, 7 de julho de 2009

AS PERIPÉCIAS DO REAL

Ninguém nega que o plano Real se mostrou capaz de controlar a hiperinflação. Mas daí a imaginar que desde então a economia brasileira navegou em céu de brigadeiro vai uma enorme distância. Quem pensa assim, age de má fé.
É um equívoco pensar que FHC estabilizou a economia. Não é por acaso que Bresser Pereira, ex-ministro FHC, faz uma avaliação tão negativa: “Seu governo, entretanto, não ficará na história como o grande governo que poderia ter sido porque deixou a desejar no plano gerencial, como a crise da energia de 2001 demonstrou, e principalmente porque fracassou no plano econômico. Não apenas porque não logrou retomar o desenvolvimento: não chegou sequer a estabilizar macroeconomicamente o país, de forma que deixou uma herança pesada para o futuro governo...”. Como se vê, quem primeiro falou de herança não foi o PT, foi um tucano que participou do governo FHC.
Também Luiz Nassif, já em 1995 alertava para aquilo que chamava de conseqüências óbvias do Plano Real: Empresas pequenas e médias fechariam, provocando desemprego. Grandes empresas reduziriam a produção, aumentando o desemprego. Grandes bancos continuam realizando grandes lucros através da especulação financeira. Estes lucros seriam bancados pelo Estado e provocariam um grande aumento dívida interna.
Empresas pequenas e médias, menos capitalizadas, rodariam, jogando no mercado um exército de desempregados – donos de pequenos negócios e funcionários.
Essas sombrias profecias de Luis Nassif se confirmaram e ele assinalou ainda, com razão, que a sustentação de semelhantes políticas requeria uma imprensa monopólica e comprometida com a ideologia neoliberal, acentuando também que: “Esse discurso tinha começado a ser preparado muitos anos antes. E a existência de uma mídia altamente concentrada facilitou a propagação do discurso único. Quando Fernando Henrique Cardoso abriu mão de qualquer tentativa de reverter a vulnerabilidade externa da economia, o país voltou ao ciclo pós-Campos Salles, do início do século (XX), tornando-se um refém da ideologia da internacionalização financeira.”
Bresser Pereira atribui este retrocesso à hegemonia do pensamento conservador no seio da aliança que dava sustentação a FHC. Para ele: “O aumento da influência dos grupos liberal-conservadores, facilitada pela ausência de trabalhadores, levou amplos setores do governo a aceitar a ideologia globalista do fim do Estado-Nação”.
Ou seja, um tucano ilustre admite que boa parte do governo FHC era claramente colonial, defendia uma posição de absoluta submissão do Brasil ao domínio das potências ocidentais, buscava a liquidação do Estado nacional. Pedro Malan se irrita, chega a xingar Luis Carlos Mendonça de Barros quando este fala na imprensa que recebia pressões para privatizar o BNDES, mas esta é uma questão interna dos tucanos. Não devemos nos meter.
O espelho dos efeitos das políticas de FHC está na situação da economia do Brasil quando o Presidente Lula assumiu o governo. Em 2002 a inflação foi de 12,5%, não era hiperinflação, mas não era civilizada. O risco país girava em torno dos 2.400 pontos, hoje este índice está em torno de 240 pontos. O valor do dólar aproximava-se de R$ 4,00. A taxa Selic dos juros básicos era de 25%. O crescimento do PIB era o menor da série histórica, perdendo para a média da chamada década perdida.
Outra façanha assombrosa do governo FHC foi a evolução da dívida pública mobiliária, que em 1994 era de R$ 76 bilhões e em 2002 alcançava R$ 623 bilhões, apesar da venda das estatais com um discurso, segundo o qual, os recursos oriundos destas vendas serviriam para reduzir aquela dívida. Quer dizer, as estatais foram liquidadas e a dívida foi multiplicada por quase 10.
Essa política de fragilização da economia nacional explica também porque, sob FHC, o Brasil teve de recorrer três vezes a empréstimos do FMI, sendo sempre obrigado a aceitar condições draconianas como a aplicação de políticas recessivas.
Refiro-me ao empréstimo de U$$ 41,00 bilhões, tomado ao FMI, ao Banco Mundial e ao BIS, na base do Deus nos acuda, quando da crise da Rússia, verificada em 1998. Mas em 2001, o Brasil bateria novamente às portas do Fundo para pedir um empréstimo de U$$ 15 bilhões de dólares e voltaria novamente ao FMI, um ano depois, 2002, para pedir um empréstimo de U$$ 30 bilhões. Para conceder este último empréstimo, o FMI impôs uma condição diferente. A credibilidade de FHC estava tão baixa que o FMI exigiu que o empréstimo fosse avalizado pelos três principais candidatos a Presidente da República. FHC se submeteu a esta humilhação.
Isso configura um quadro de catástrofe. É verdade que por muito pouco não caímos numa situação como a da Argentina da época, que declarou moratória, depois de oito anos de um desastroso governo Carlos Menen, que aplicava com fanatismo o modelo liberal. FHC aqui não fez o mesmo porque contava com uma oposição mais organizada e mais aguerrida.
Os tucanos muito se ufanam de terem estabelecido a partir 1999 o sistema de metas para a inflação anual. Mas não basta estabelecer metas, o mais importante é cumpri-las. Os números do quadro abaixo mostram que nos quatro anos que governou com metas de inflação, o governo FHC só manteve a inflação dentro do teto em dois anos, 1999 e 2000. Em 2001 e 2002 a inflação superou o centro da meta, em 2002, largamente.
No governo Lula as metas foram cumpridas. A inflação foi mantida dentro do teto da meta, com a única exceção do primeiro ano, 2003, quando o Presidente Lula teve que trabalhar com uma meta fixada por FHC e tinha herdado uma inflação que vinha escapando do controle. Nos demais anos do governo Lula as metas foram cumpridas, conforme mostra a tabela abaixo:
Teto da meta Inflação verificada
1999 10%. 8,94%
2000 8,00%. 5,97%
2001 6,00%. 7,65%
2002 5,50%. 12,53%
2003 5,50%. 9,30%
2004 8,00%. 7,60%
2005 6,50%. 5,69%
2006 6,50%. 3,14%
2007 6,50%. 4,46%
2008 6,50%. 5,90%
Esses números mostram que a estabilização da economia foi obra do governo Lula, que não apenas controlou a inflação, retomou o crescimento, eliminou a dívida externa, reduziu substancialmente a dívida interna e criou uma reserva cambial superior a 200 bilhões de dólares, que hoje permite ao país enfrentar com segurança a crise financeira internacional.
O próximo passo é a exploração do petróleo da camada do pré-sal que colocará o Brasil em outro patamar, ao lado das principais economias do mundo. Esta perspectiva é aceita por quase todo mundo, menos pela oposição e pela imprensa brasileira, que não toleram a idéia de que um metalúrgico realizou um governo mais bem sucedido que todos os governos da elite.

(Material produzido pela Bancada do PT na Câmara Federal)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

MORRE O JORNALISTA SANTANENSE OSMAR TRINDADE

Fundador e ex-presidente da pioneira Cooperativa dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Osmar Béssio Trindade, de 72 anos, natural de Santana do Livramento, morreu ontem a noite no Hospital Santa Rita, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, instituição especializada em tratamento de câncer.Trindade foi um dos mais competentes e éticos profissionais de imprensa do país, tendo se destacado inicialmente como editor de Polícia no jornal Folha da Manhã, da Companhia Jornalística Caldas Júnior, de Porto Alegre. A linha editorial de respeito aos direitos humanos e explicitando a natureza social do noticiário policial, contrariou o regime autoritário então vigente. Essa atuação, somada à orientação independente do noticiário político e econômico da Folha, levou ao fechamento da publicação, experiência estimulante que durou poucos anos no início da década de 70.Trindade e outros jornalistas fundaram, então, a Cooperativa dos Jornalistas, que logo ganhou notoriedade com as reportagens independentes e provocativas do Jornal da Coojornal. Porém, mais uma vez, o governo interviu e conseguiu calar a publicação, levando a Cooperativa à falência.Em 1980, acusado de divulgar documentos secretos do Exército, Trindade foi preso, num quartel em Porto Alegre, junto com os jornalistas Rafael Guimaraens, Rosvita Sauressig e Elmar Bones. Quando saiu, alguns meses depois, decidiu deixou o país, exilando-se na África, onde trabalhou durante 15 anos em Moçambique, como assessor técnico da UNICEF, acompanhando luta pela independência daquele país.De volta ao Brasil, em 1991, editou a Folha do Amapá, a convite do governador do Amapá, João Alberto Capiberibe. Mais recentemente, trabalhou em campanhas políticas na condição de free-lancer e, ultimamente, discutia com um grupo de jornalistas a criação de um novo jornal em Brasília. Internado no dia 24 de maio no Hospital Regional Asa Norte, Trindade foi transferido no sábado passado, dia 27 para Porto Alegre, em estado grave. Em seus últimos dias teve o apoio de uma rede de solidariedade organizada por amigos e familiares, mobilizados inclusive no exterior.Osmar Trindade deixa um legado marcado pela independência e coragem na atuação profissional, comprovando que é possível fazer jornalismo com um sentido ético e de respeito aos direitos humanos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

MARIO SANTANA SE FILIA AO PT

O professor Mario Santana é o mais novo filiado do PT em Livramento.A assinatura da ficha partidária aconteceu no final da tarde desta quarta-feira no gabinete do vereador Glauber Lima(PT) na Câmara de Vereadores.Mario que havia deixado o PPS estava sem partido atualmente.Filho do professor Estoecel Santana, ex-vereador e ex-vice-prefeito de Livramento,Mario Santana teve a sua filiação prestigiada por lideranças do PT de várias correntes como Luis Claudio Quevedo, atual presidente do partido, Elifas Simas que concorreu a prefeito pelo PT na ultima eleição, o professor J.N. Cananarro, Horácio Davila do Comitê Binacional de Saúde, Carlinhos Fernandes do Programa Luz para Todos e Dagberto Reis,representando a deputada federal Emilia Fernandes.