sábado, 31 de julho de 2010

O POVO VIBROU COM LULA

O povo fronteiriço vibrou com Lula. O Presidente da Unipampa, da Escola Técnica, do Luz para Todos, do Prouni, do Proesc, do Bolsa Familia e para nós especialmente da energia eólica foi recebido com todo o carinho por santanenses e riverenses.Comprovando toda a sua popularidade e carisma com aprovação nas alturas, superando os 75 por cento de aprovação com bom ou ótimo de seu governo, o presidente driblou o forte esquema de segurança montado pelo Ministério das Relações Exteriores, que através do Itamaraty, coordenabva a agenda para se jogar nos braços do povo principalmente ao deixar a fronteira no Aeroporto Oscar Gestido, em Rivera. Lula abraçou,beijou, apertou a mão do povo e autografou camisetas do Internacional, seu time declarado no Rio Grande do Sul.LUla realmente "é o cara" como disse Obama e vai completar seu governo como o maior estadista do BRasil em todos os tempos.Hoje é uma referência para a América Latina e vai fazer Dilma Rousseff sua sucessora para dar continuidade ao projeto de inclusão social, diminuindo as diferenças, melhorando a vida das pessoas.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ENCONTRO DE PRESIDENTES SERÁ O TERCEIRO NA HISTÓRIA DE LIVRAMENTO E RIVERA

Por Jango Medeiros


O encontro entre governantes do Brasil e Uruguai que reunirá nesta sexta-feira (30) Luiz Inácio Lula da Silva e José Pepe Mujica será o 3º na história de Livramento e Rivera. A primeira reunião entre mandatários dos dois países para assinatura de tratados de cooperação ocorreu em 10 de fevereiro de 1957, quando o vigésimo presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek encontrou-se com Arthuro Lezama, então presidente do conselho nacional de governo daquele país.

Na época, Juscelino estranhou a demora na chegada do colega, que foi vítima de um pequeno acidente na divisa das duas cidades. Lezama teve os dedos de uma das mãos prensados na porta do carro que o conduzia, logo ao chegar nas imediações do Parque Internacional. Segundo relato do jornalista riverense Victoriano Cabrera, na edição de número 14.557 de seu programa diário "Rivera es Asi", da Rádio Internacional, o mandatário uruguaio precisou ser atendido num hospital de Rivera, mas retornou logo para o encontro com JK com um curativo na mão.

Outro encontro presidencial do Brasil e Uruguai aconteceu em 06 de maio de 1997, entre FHC e Júlio Maria Sanguinetti para assinatura de acordos de cooperação entre cidades de fronteira. Na época, o presidente brasileiro foi hostilizado e vaiado por centenas de populares que gritavam palavras de ordem contra a política de privatizações adotada pelo governo brasileiro. A polícia de choque da Brigada Militar e agentes da Polícia Federal precisaram intervir a fim de evitar que os manifestantes prosseguissem jogando ovos na comitiva presidencial brasileira.

Constrangidos com o tumulto, FHC e Sanguinetti permaneceram menos de um minuto na solenidade de descerramento de uma placa (em homenagem aos dois) no Obelisco da Paz, no Parque Internacional. Após FHC foi à Rivera, onde assinou com Sanguinetti um ajuste complementar ao convênio para a fixação do Estatuto de Fronteira, um instrumento de cooperação jurídica que ainda esbarra em questões de ordem burocrática.


A visita de Lula à Livramento coincide com a comemoração que marca os 187 anos de fundação da cidade. Pela programação, a abertura dos festejos, acontece na manhã desta sexta-feira, na Praça General Osório, com a Festa da Cidade, evento que inicia às 8h com o hasteamento das bandeiras e prossegue à tarde no Parque Internacional com shows e abertura do Museu Sem Fronteiras, que rende homenagem à Revolução Farroupilha.



Na sexta-feira, será inaugurado pelo reitor da UFpel, Cesar Borges, o Núcleo de Estudos Fronteiriços, localizado na Rua Duque de Caxias, na frente da Praça General Osório. Em razão da legislação eleitoral, Lula não poderá participar do evento. A unidade que integra o Centro de Integração do Mercosul da UFPel terá enfoque voltado às políticas de integração transfronteiriça, programas de intercâmbio educacional e ao estímulo às relações de caráter sócio-cultural entre o Brasil e países do Mercosul, servindo ainda como base de apoio estratégico e operacional aos órgãos governamentais brasileiros.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A METODOLOGIA DAS PESQUISAS

Do Blog do Nassif


Diferenças de metodologia” é uma maneira eufemística de analisar a metodologia da Folha em relação ao Vox Populi, Instituto Sensus e IBOPE. Pode parecer algo como “diferença de opinião” em que cada qual tem a sua e ambas são legítimas.

Na verdade, dos quatro institutos o Datafolha é o único que utiliza a metodologia mais vulnerável.

Os outros três pegam o perfil da população brasileira montado pelo IBGE. Depois, mapeiam estados, regiões, cidades, bairros e vilas. Anotam a proporção de casas e de população que reflitam o perfil montado pelo IBGE. Como vão de casa em casa – dentro da amostragem escolhida – os resultados refletem o perfil da população eleitora.

Já o Datafolha não. Montou uma metodologia menos rigorosa, visando economizar recursos. Na verdade, a estrutura do Datafolha é cheia de gorduras. Não consegue fazer pesquisas a preços competitivos com seus rivais. Essa gordura não está na parte analítica, mas no meio, na disfunção gerencial. Para compensar essa gordura, fez economia onde não devia: dispensou especialistas e montou uma metodologia falha, visando economizar na ponta – e não no meio, como deveria ser.

Assim, em vez de montar a amostragem rigorosamente, fazendo entrevistas de casa em casa, de acordo com um perfil de entrevistados condizentes com os dados do IBGE, coloca seus pesquisadores em locais públicos, caçando pesquisados na base do olhômetro. Esse aqui tem cara de ser secundarista, este de ser classe média. Só depois de preenchidos os questionários é que vão montar o perfil dos entrevistados – que acaba quase nunca batendo com o perfil da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio)

Com isso capta movimentos errados, monta amostragens incorretas – já que a idade, condição social e educacional dependem do olhômetro e acabam não refletindo o perfil da população brasileira levantada pelo IBGE.

Agora, nem isso justifica 9 pontos de diferença. Uma das duas está profundamente errada.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DILMA OITO PONTOS A FRENTE DE SERRA NO VOX POPULI

Pesquisa Vox Populi/Band/iG, a primeira feita após a oficialização das candidaturas, mostra petista 8 pontos à frente do tucano

iG

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lidera a disputa presidencial deste ano e aparece com 8 pontos de vantagem sobre o rival José Serra (PSDB) tanto no primeiro como no segundo turno, aponta pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta-feira. Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra tem 33% e Marina Silva (PV) 8%. Segundo o Vox Populi, José Maria Eymael (PSDC) tem 1%.

Os outros cinco candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 4% e 13% dos entrevistados estão indecisos. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. Esta é a primeira pesquisa nacional divulgada depois da oficialização das nove candidaturas à Presidência.

Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina. Os brancos e nulos eram 5% e os indecisos 11%. A diferença entre a petista e o tucano subiu de cinco para oito pontos. Segundo o Vox Populi, Dilma venceria Serra em um possível segundo turno por 46% a 38%. Na pesquisa espontânea, a petista tem 28%, Serra 21% e Marina 4%.

Embora não seja candidato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 4% e o candidato indicado por ele com 1%.

A ex-ministra da Casa Civil tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde chega a 54% contra 24% de Serra e 5% de Marina. O ex-governador de São Paulo vai melhor na região Sul, onde tem 39% contra 35% da petista e 7% de Marina. Ele também está na frente na região Sudeste, com 36% contra 34% de Dilma e 10% de Marina.

A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, Serra 32% e Marina 9%. A ex-ministra é a preferida em todas as faixas e níveis de ensino.

Quanto à renda familiar, Serra está na frente, dentro da margem de erro, entre os que ganham mais de cinco salários mínimos com 37% a 36% de Dilma e 11% de Marina. A petista tem o menor índice de rejeição, 17%, contra 24% de Serra e 20% da senadora do PV. O Vox Populi ouviu 3.000 eleitores entre os dias 17 e 20 de julho. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

É IMPRESSIONANTE COMO LULA TRANSFERE VOTOS PARA DILMA

Saiu no Blog do Nassif:

A análise de Ricardo Guedes


Conversei há pouco com Ricardo Guedes, do Instituto Sensus .

Ele não se surpreendeu com os prováveis números da nova pesquisa Vox Populi, divulgados durante o dia: 43 para Dilma e 37% para Serra. Bate com seu sentimento.

Ele julga, também, que Marina Silva deverá começar a cair devido ao efeito voto útil. Como ela se colocou à esquerda de Dilma, não deverá capturar votos de Serra.

Só que, se cair para 7 pontos (seu sentimento), o percentual de Dilma equivalerá a quase 50% dos votos atribuídos aos três candidatos.

O palpite de Guedes é que, no resultado final, Dilma poderá ter mais que o dobro dos votos de José Serra, devido ao impressionante processo de transferência de votos de Lula para ela. A correlação entre os que ficam sabendo que Dilma é candidata de Lula, e decidem o voto por ela, é de 0,98. Para efeito de comparação, no caso Aécio-Anastasia, essa correlação é de 0,78 – ainda assim, muito alta.

Na opinião de Guedes, o caso Álvaro Dias – desistência de Serra, que abriu mão dele como vice pelo tal Índio – poderá ter, no Paraná, efeito similar aos mineiros, quando viram Aécio Neves alijado da disputa presidencial: aumento da rejeição a Serra.

domingo, 18 de julho de 2010

A SINUCA DE BICO DE SERRA

Milton Ribeiro


A partir do momento em que o brasileiro conquistou a estabilidade econômica e a inflação de um dígito, ficou inviável para qualquer candidato fazer uma campanha puramente oposicionista ignorando tais conquistas. Obviamente que este fato, somado à popularidade do atual presidente, enfraquece os discursos contrários.

Deste modo, José Serra está numa sinuca de bico. Mesmo lutando para parecer oposição, mesmo discutindo com jornalistas, mesmo sendo identificado como opositor do governo Lula e do PT em qualquer rincão do planeta, seu discurso tem ares de continuidade. Ao afirmar que tudo de bom será mantido, acrescentando um "com melhorias", Serra corre o risco de não entusiasmar uma população que deseja a estabilidade e que tem como opção uma candidata que fez parte do governo.

Márcia Cavallari, diretora-executiva do IBOPE, afirma que o brasileiro médio deseja um candidato que consiga avançar, mas dentro da continuidade. Este eleitor, principalmente o mais humilde, teria se tornado conservador e não desejaria mudanças bruscas em sua vida. É como se o pobre soubesse dos perigos das marolas e quisesse permanecer no tranquilo lago da lenta melhoria do poder de compra, do acesso a serviços e das possibilidades de planejamento.

Resta, então, a Serra apostar no discurso anticorrupção – também dificultado pela forma como o primeiro mensalão foi absorvido pelo governo Lula – , no ataque à política externa e em sua renovada ideia, a da república sindicalista. Sobre este último argumento, Rafael Galvão, republicou um artigo datado de 23 de outubro de 2006 que cabe como uma luva na situação atual, demonstrando que há poucas novidades entre o céu e a terra que não sejam de inspiração udenista.

Algumas publicações aliadas à candidatura Serra passaram a dourar o continuísmo, lembrando que Lula manteve não somente a política econômica como convidou Henrique Meireilles, que era do PSDB, para o Banco Central. O sociólogo francês Alain Touraine, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, ex-professor do presidente Fernando Henrique Cardoso, afirma que a transição de poder de FHC para Lula foi feita com contribuições “generosas” por parte do primeiro e que ambos utilizaram a seu favor o conjunto de forças políticas do centro e da direita.

João Sicsú, diretor de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), acusa a imprensa de apresentar "Serra e Marina não como candidatos da oposição, mas sim como candidatos dos seus respectivos partidos políticos". Segue dizendo achar curioso que esses mesmos veículos de comunicação, quando tratam, por exemplo, das eleições na Colômbia, se referem sistematicamente a candidatos de governo e oposição. Voltando no tempo, Sicsú descreve os governos do PSDB e do PT como dois projetos inteiramente diversos. Os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso são qualificados de "estagcionistas, que aprofundam vulnerabilidades sociais e econômicas". Os de Lula buscariam, "acima de tudo, o crescimento social do indivíduo, sendo, portanto, desenvolvimentista”.

Sicsú também cita um fato fundamental inteiramente divorciado da práxis do PSDB e da direita brasileira: pela primeira vez, há uma tentativa real de tornar o país independente no plano internacional, seja no âmbito político, seja no econômico. A crise internacional, por exemplo, chegou ao Brasil, mas não com o efeito de alterar políticas econômicas ou fazer balançar o Ministro da Fazenda. Da mesma forma, as relações internacionais durante o governo Lula também mudaram muito. Mesmo o polêmico acordo com o Irã foi uma prova de que há intenções de posturas mais independentes e maduras. Na outra ponta -- a da dependência à política norte-americana – coloca-se o ataque feito por Serra ao governo boliviano, acusado de propiciar o tráfico internacional de drogas. Portanto, as propostas de continuidade de Serra e seus aliados não consideram a política externa ou preferem ficar obedientes a Washington.

A missão de Serra é complexa. Precisa oscilar entre se apresentar como igual e diferente de Lula. Por um lado, a popularidade do presidente torna qualquer crítica arriscada; por outro, se não criticar o atual governo, vai assinar a eleição de Dilma Rousseff. Resta ao tucano mostrar os pontos positivos do atual governo que foram iniciados por FHC, suas qualidades como governador de São Paulo e encontrar a difícil dose exata para as críticas.



Com informações de O Globo, da Rede Brasil Atual e do blog de Rafael Galvão.

PARA A METSUL NEVOU NESTE SABADO EM LIVRAMENTO











A MetSul Meteorologia considera o frio deste sábado histórico na fronteira com o Uruguai. A temperatura em Santana do Livramento, do primeiro minuto do dia até 16h, não conseguiu superar a marca dos 5ºC, permanecendo quase todo o período entre 3ºC e 4ºC. É muito raro vermos um dia com temperatura máxima tão baixa assim na fronteira. Não bastasse a temperatura baixa, ainda havia chuva e muito vento, tornando a sensação gélida na fronteira da paz. Tanto frio à tarde em Livramento somente foi registrado na história recente em 5 de setembro de 2008, quando fazia 2ºC no meio da tarde no dia em que caiu uma incomum e histórica nevada no Sul gaúcho. Veja acima a evolução da temperatura nas últimas 24 horas na estação do Inmet em Santana do Livramento.

Nevou neste sábado em Santana do Livramento, conforme entendimento da MetSul Meteorologia. De acordo com o correspondente do jornal Correio do Povo na cidade, Jango Medeiros, moradores do distrito de Caneleira, a cerca de 18 quilômetros da sede do município, relataram durante a manhã a queda de minúsculos grãos de gelo. A temperatura era propícia, entre 2ºC e 3ºC, e havia instabilidade. Caneleira, local onde foi observado o fenômeno, é mais alto e terá um parque eólico. No Uruguai, nos últimos dias, foram registradas ocorrências semelhantes. Em 2008, em setembro, Livramento também tinha anotado neve granular. A possibilidade de nevar na parte mais Sul do Estado era antecipada pela MetSul Meteorologia.

Todo este frio, como a MetSul vem informando, está associado a um potente e incomum centro de alta pressão na parte central do continente. Buenos Aires teve os maiores valores de pressão atmosférica desde 1999. Chegou a 1042 hPa em Ezeiza. Em Porto Alegre, a pressão não atingiu os 1040 hPa, mas o inusitado foi ver chuva na cidade com altíssimos 1035 hpa.