sábado, 11 de abril de 2009

CIDADE DIFERENTE

Como a grande maioria dos santanenses gosto muito da música “Um Canto de Amor e Saudades”,interpretada pelo Xepa. Prometi ao Xepa em uma pescaria que um dia lançaria uma campanha para que ela fosse o hino de Livramento.Publicamente estou desfazendo a promessa. Perdão amigo Xepa! O professor Agapito Prates,autor da letra do nosso hino escreveu cidade diferente por estar Livramento em uma fronteira sem igual, porém diante de tantos fatos e não realizações,ao contrário de outros municípios,não tenho mais nenhuma duvida,esta é uma cidade diferente em todos os sentidos. Vou dar apenas um exemplo.Enquanto a maioria dos municípios brasileiros se preocupavam com a crise e com a diminuição dos recursos do FPM- Fundo de Participação dos Municípios- em conseqüência da redução do IPI- Imposto Sobre Produtos Industrializados- Livramento gerava mais despesas criando cinco novas secretarias.”Vamos nos adequar ao governo federal para que possamos receber recursos”, esta era a desculpa.Ora,convenhamos,isto é brincar com a mediana inteligência de qualquer cidadão.A criação de cargos técnicos para a regularização fundiária,através de concurso, era necessária,mas criar uma secretaria de Habitação,não era nenhuma prioridade para acessar a verbas federais.O resultado que já havia sido alertado pela Unidade de Controle Interno,pode se refletir no funcionalismo municipal,no reajuste salarial,já que hoje sete níveis recebem abaixo do salário mínimo,precisando de complementação.Sabe por que tudo isto¿ Isto mesmo por que somos uma cidade diferente.Continuo apreciando Um Canto de Amor e Saudades,mas trocar o hino,nem pensar.Continuo cantando, “cidade diferente do Livramento......”.

2 comentários:

Neuza Maria disse...

não acredito mais na politica deste pais só obrigado a votar nulo a tres eleição voto facultativo já.Voto obrigatório e o autoritarismo político. O voto facultativo é, sem dúvida, mais democrático e aufere melhor a vontade do eleitor. O voto obrigatório é uma tendência ao retrocesso, ao atraso, porque podemos obrigar um cidadão a votar, mas não há quem o obrigue a se deter, a estudar, a analisar, a avaliar um assunto complexo, como é o sistema de governo, por exemplo. Certas pessoas se interessam e outras não. Aliás, é um direito institucional do cidadão não se interessar por determinado assunto. O voto é, pois, um direito do cidadão, é a hora sublime do exercício da democracia, visto que é o momento em que o poder é exercido diretamente pelo povo.Ao tornar-se obrigatório, deixa de ser um direito e passa a ser uma imposição. Deixa de ser a livre manifestação para transformar-se em manifestação forçada, que caracteriza a ausência de liberdade. Não existe democracia, mas processo democrático. Estamos em uma democracia e somos obrigados a votar. VOTO FACULTATIVO ISTO SIM É DEMOGRACIA! sei que vc não vai aprovar por que e politico querem seguir iludindo o povo.

ducana disse...

Se a dona Neuza Maria fosse candidata, ela seria melhor política se o voto não fosse obrigatório? O que qualifica o voto não é o fato de ser obrigatório ou facultativo, mas a informação que tem o eleitor sobre a política e dos políticos. Estamos exemplificando aqui pessoas honestas e cumpridoras das suas obrigações, talvez pessoas assim como a dona Neuza Maria, tanto os candidatos quanto os eleitores, que diferença faz ao resultado do voto, sendo obrigatório, como o é, meu voto será errado? Não saberei escolher porque o voto é obrigatório? Sendo o voto obrigatório a política deixa de existir como possibilidade de acerto, de boas escolhas? E no caso do voto facultativo, elimina-se a possibilidade da eleição de alguns maus políticos? Somente o voto voluntário tem o poder de melhorar o resultado da eleição? O que tem de acontecer numa eleição, antes do voto ser ou não facultativo, é a informação, o eleitor conhecer em quem está votando. E aqui está a grande dificuldade. A maioria esmagadora dos eleitores se deixam enganar por promessas, por propaganda enganosa. Muitos chegam a trocar o voto por migalhas. A não participação na política por parte da população pode levar a uma escolha errada, por não participar da política acreditamos que tudo que é político é ladrão, desonesto, salafrário, corrupto. Se isso é verdade, o perfil serve também para o eleitor: todos os eleitores são ladrões, desonestos, salafrários, corruptos, ao final das contas, políticos e eleitores são pessoas do povo. Como sabemos que na sociedade há pessoas boas, tanto eleitores como candidatos, o resultado da eleição se dá de acordo com a escolha, independende do voto ser obrigatório ou facultativo. O importante é a informação e se possível, a participação da vida política no país, repito. Participar nos sindicatos, nas associações de moradores, nos conselhos, nas manifestações sociais, na escola, no trabalho, buscar a informação política, sair do senso comum, desenvolver o senso crítico, buscar fundamento na crítica. Quanto menos nos envolvemos em política, aumenta a probabilidade de nossas escolhas eleitorais serem distantes daquilo que queremos, pensamos, desejamos, distantes daquilo que o grupo precisa, daquilo que a sociedade deseja. Por tanto, não acreditar na política é não acreditarmos em nós mesmos, pois querendo ou não, fazemos parte dessa sociedade e a somatória das nossas ações é que dá o resultado do que temos. Se temos maus políticos, temos maus eleitores. Se temos bons eleitores, temos bons políticos. Independente da obrigatoriedade do voto, ou não, o resultado da eleição é pela esconha da maioria. Eu nunca votei errado. Até hoje, dos poucos que ajudei a eleger, nenhum deles me decepcionou. E também nunca esperei da política mais do que a política tem de me dar... Carga de balastro, tábua, ajudinha deste ou daquele, favorzinho do fulano, um carguinho, povo que busca isso, ou que depende disso, ajuda muito ao surgimento dos maus políticos.